Um estelionatário se passando por agente de atendimento ao cliente de um banco liga para sua vítima relatando que encontrou uma alerta de transação suspeita no cartão de crédito dela (o que nunca aconteceu). A vítima, horrorizada por acreditar que está sendo roubada pede que o cartão seja bloqueado, nesse momento o golpista se aproveita e fala que enviará um motoboy para recolher o plástico e a senha para permitir o banco conhecer “a origem do golpe”. Antes de encerrar a ligação, o golpista pede à vítima que corte o cartão em pedaços com uma tesoura, mas tomando cuidado para não danificar o chip. 

Isso que acabei de dizer é o golpe do Motoboy, uma fraude que virou um clássico no Brasil e afeita principalmente a idosos e aposentados que moram nos estados de São Paulo, Rio, Mina de Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco, mas desde que começou a pandemia em março deste ano, os casos aumentaram 65%, segundo dados publicados na pesquisa que publicou a Fedebraban (Federação Brasileira de Bancos), agora em agosto.

No final, as vítimas desesperadas ficam reclamando pro Banco, que diz não se responsabilizar pela reposição do dinheiro se a pessoa “voluntariamente” deu o cartão a terceiros. Essa disputa usualmente termina entre advogados e processo judiciais. 

Quais são as soluções que as entidades financeiras deveriam implementar para evitar esse tipo de fraudes?
  • Já ocorreu o caso em que uma vítima ligou para o seu banco a fim de comprovar se ele teve uma transação suspeita, e o criminoso interveio a ligação para se passar por funcionário da empresa. Nesse caso, a melhor forma para o banco evitar o trabalho do cliente de ter que ligar no meio do desespero, é com a disponibilização de ferramentas rápidas e práticas que permitam os usuários fazer o processo de validação na hora, com uma linha segura ou tokens. O Carlos Navas, Product Manager da Truora, recomendou para as entidades financeiras procurarem soluções como a Enterprise Data Validation, que verifica a identidade do funcionário que trabalha numa companhia, além de oferecer a lista de estelionatários ativos.
  • Proporcionar ao cliente a melhor experiência garantindo a segurança do seu dinheiro é possível prevenindo e pensando em contra-ataques com a mesma rapidez que os criminosos, para isso, é necessário unir forças entre empresas gerando alarmes em tempo real para dar sempre um passo à frente. Qual é o melhor exemplo que eu poderia dar disso? Definitivamente What The Fraud, uma comunidade formada por líderes de diversas indústrias, os quais compartem experiências sobre prevenção à fraude na América Latina quase diariamente, e que teria sido ótimo se os Heads de fraude nos bancos fizessem parte. 

A mesma pesquisa da Fedebraban também revelou que desde março, quando começou a pandemia, as tentativas de golpe contra idosos aumentaram 60%, e embora o investimento dos bancos por ano em segurança é por volta dos R$ 2 bilhões, é evidente que ainda faltam mais soluções e esforços para solucionar o problema da fraude na América Latina.



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