Este não é um artigos sobre empresas, nem sobre pessoas, cultura ou diversidade. Tampouco é um texto sobre a Truora. Mas falarei exatamente sobre tudo isto.


Por volta de 1780 surgiram as primeiras empresas, logo após a Primeira Revolução Industrial. Originárias de pequenas famílias que produziam tecido utilizando o TEAR e expandiram sua produção após a invenção de motores movidos a vapor, as primeiras indústrias surgiram, revolucionando o modo de consumo e vivência em sociedade. Mas esta é uma história extensa que quero deixar para outro dia. Meu ponto é sobre como a cultura dentro do mundo empresarial alavancou extensas mudanças no cotidiano das pessoas e da própria economia em si.


Em 1780 o mundo ainda era majoritariamente racista, patriarcal e homofóbico. As empresas eram dirigidas, obviamente, por homens brancos (não tão distante da nossa ainda realidade) e preenchidas por mão de obra da mesma forma. Apenas com a vinda do período de entre guerras (I e II Guerra Mundial) os homens foram designados para assumir postos de combate e a estruturalização financeira dos lares ficou na mão das mulheres, permitindo assim a entrada dessas no mercado.

 

Tivemos o primeiro momento de diversificação em cadeia, o mundo estava mudando, culturas se difundido e agora o mundo empresarial seria misto. Entre homens e mulheres  brancas. Com pretos e indígenas o processo foi mais lento, dificilmente aceito e muito mais preconceituoso.

 

Enquanto as divergências sociais tratavam de ser combatidas por grupos ativistas com o decorrer do tempo, diversas empresas surgiram, cresceram, quebraram, foram compradas e reinventadas. O que vejo como um dos principais motivos para as falhas é exatamente a resistência que se teve em diversificar o meio. E apesar de parecer uma questão simples, há muitos pontos a serem analisados para que essa seja uma máxima.


Hoje, um dos países de onde mais surgem startups de sucesso é Israel e o motivo para tal é simples: dominados por um caótico período de guerras religiosas, Israel precisou se reinventar por diversas vezes, bem como sua população. Os desafios existentes dentro do país, criaram um combustível eficaz: a retomada resiliente através da dificuldade.


Aplicando a ideia de que uma dificuldade gera a oportunidade para uma solução, um grupo de homens brancos e ricos nada entenderia do sofrimento de maior parte da humanidade. A segregação sexual, racial, religiosa e cultural criou um mercado que aprendeu a produzir para fomentar a desigualdade. Chegou a vez das vozes caladas serem escutadas e as startups vem dando espaço para que isso aconteça. Não à toa são elas quem estão passando a decidir os novos rumos do mercado e obrigando empresas mais do que tradicionais a se reinventarem.


Na Truora conseguimos enxergar dentro de exemplos do dia a dia o quão importante esta diversidade é e como ela pode impactar o rumo a ser tomado. Pessoas de diferentes classes sociais trazem consigo uma bagagem distinta. Enquanto uma ponta da corda tem acesso aos níveis de conhecimento que alguns bons cifrões podem fornecer, a outra ponta tem o conhecimento que a vivência de dificuldades e a necessidade de suas resoluções trazem. E posso dizer com propriedade, em muitos momentos a ponta da vivência se sobressai. 


Dar oportunidade igual a todas as pessoas é muito mais do que um ato de solidariedade e reparação, é um ato de inteligência. Me pego pensando de que serviria um homem inventar um absorvente? Não seria possível, por isso mesmo foi inventado por uma mulher negra. Os exemplos seriam extensos mas a linha de pensamento não deixa espaço para questionamentos. Diferentes necessidades geram diferentes soluções, muitas vezes complementares, ocasionando o precioso combustível de retomadas resilientes.


Com a crise causada pelo Covid-19, tal argumentação não poderia deixar de ser validada. As empresas que vem se saindo sobreviventes ou ainda em crescente, são aquelas que trataram de incluir a diversidade dentro de sua cultura, sendo capazes de enxergar as reais necessidades das mais diferentes classes e grupos. São aquelas que já tem em seu quadro de profissionais múltiplas mentes ou ainda aquelas que trataram de tentar amenizar o problemas para camadas sociais distintas. 


Os exemplos dentro das governanças estatais não poderia ser diferente. Os países que mais tem se saído bem são aqueles dirigidos por representantes mulheres ou ainda que adotam um sistema político minimamente igualitário.


Há pessoas que não gostam de abordar assuntos “sensíveis” como este de integração social, há quem chame de coitadismo. Para esse lado do moeda trato de repetir, abraçar as divergências já deixou de ser apenas uma questão de reparo social (com certeza ainda o é), mas também é sobre inteligência e conhecimento interpessoal. 


Que saibamos continuar evoluindo dentro dos pesares, respeitando a naturalidade humana.


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